Novo Convênio Atendido: Central Nacional Unimed

Horário de Funcionamento : Seg a Sex, das 8h às 18h
  Contato : (11) 2538 4200

Outras Doenças

GASTRITE

Gastrite aguda é um termo empregado para definir um grande espectro de entidades que causam uma inflamação da mucosa gástrica. Apesar de poder ter inúmeras etiologias e padrões de alterações histológicas, a apresentação clínica costuma ser a mesma com o paciente referindo queimação ou azia. Topograficamente a inflamação pode envolver o estômago inteiro (Pangastrite) ou apenas uma região (gastrite de antro ou antrite). Após a realização da endoscopia a gastrite também pode ser classificada em:

– Gastrite Erosiva – erosões superficiais, erosões profundas, erosões hemorrágicas

– Gastrite não erosiva – geralmente relacionada com a bactéria Helicobacter pylori

CAUSAS DA GASTRITE

O mecanismo comum de lesão do estômago e surgimento da gastrite é o quebra do equilíbrio entre os fatores protetores e agressores que mantém a integridade da mucosa gástrica.

Gastrite pode ocorrer devido a exposição a inúmeros agentes e fatores que incluem: Anti-inflamatórios, álcool, cocaína, stress, radiação, refluxo de bile e isquemia. Anti-inflamatórios (aspirina, diclofenaco, cataflan) são os agentes que mais causam gastrite aguda. Ingestão excessiva de bebidas com alto teor alcoólico também levam a uma intensa inflamação da gástrica. Infecção bacteriana causada pelo H pylori é outra causa de gastrite aguda porém as complicações ocorrem nas infecções crônicas. A infecção geralmente ocorre na infância enão causa sintomas. Inicia como uma gastrite aguda no antro causando uma inflamação intensa com posterior acometimento de toda a mucosa do estômago levando a uma gastrite crônica atrófica. Outros agentes infecciosos também pode levar a gastrite como: sífilis, candidíase, Escherichia coli, Clostridium sp, Proteus sp, citomegalovírus, histoplasmose entre outros. Gastrite ulcero-hemorrágica ocorre em pacientes gravemente enfermos como grandes queimados, vítimas de traumatismo craniano, infecções sistêmicas graves e pacientes na UTI. Outras causas raras de gastrite que merecem ser citadas são causadas por doença de Crohn, radiação, alergia a alimentos, doenças do colágeno, linfoma, vasculites, alergia a medicamentos, gastroenterite eosinofílica e parasitas.

SINTOMAS

Os sintomas podem ser referidos pelo paciente de diferentes maneiras como:

  • epigastralgia ou dor
  • azia
  • empachamento
  • queimação
  • cólica

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de gastrite pode ser realizado apenas pela história clínica do paciente. Pacientes jovens com menos de 50 anos, história típica sem sinais de gravidade podem iniciar tratamento sem a realização da endoscopia. O exame de endoscopia digestiva alta permite a visualização do estômago permitindo a confirmação do diagnóstico, quantificação da gravidade da inflamação e biópsias de lesões suspeitas.

DIETA PARA GASTRITE

Evitar:

  • bebidas alcoólicas e cigarro
  • antiinflamatórios
  • refrigerantes
  • alimentos condimentados e muito temperados (shoyo, pimenta, mostrada, catchup)
  • café, chás escuros, chocolate e outros alimentos que contenham cafeína
  • longos períodos de jejum superior a 4 horas
  • goma de mascar e balas
  • sucos ácidos – limão, laranja, abacaxi, tangerina, maracujá
  • frituras e alimentos gordurosos

Preferir:

  • vegetais e frutas frescas em abundância
  • mastigar bem os alimentos e não ter pressa para terminar a refeição
  • ingerir algum alimento a cada 3 horas
  • esperara 2 horas para dormir após o jantar
  • carnes grelhadas ou assadas no lugar das frituras
  • peixe e frango no lugar da carne vermelha

MEDICAMENTOS

ANTI-ÁCIDOS

Os anti-ácidos ¨limpam ¨o ácido presente no estômago. Eles causam alívio e efeito imediato porém como não inibem a produção de ácido após algumas horas o estômago vai repor toda a produção de ácido. Os mais conhecidos no mercado são: Eno, Maloox, Hidróxido de Alumínio, Engov entre outros.

RANITIDINA – (ULCERIT, ZADINE)

A Ranitidina é um antagonista H 2 específico, de ação rápida e relativamente duradoura. Uma única dose de 150 mg, suprime eficientemente a secreção de ácido do estômago1 por doze horas. Inibe a secreção basal e estimulada de ácido, reduzindo tanto o volume quanto o conteúdo de ácido e pepsina da secreção gástrica. É indicada para o tratamento e prevenção da úlcera duodenal, tratamento da úlcera gástrica benigna, incluindo aquelas associadas com agentes antiinflamatórios não- esteróides, profilaxia da hemorragia gastrintestinal conseqüente à úlcera de estresse em pacientes gravemente enfermos, profilaxia de hemorragia recorrente em pacientes com úlcera péptica, gastrite e doença do refluxo. Possui as mesmas indicações do uso dos inibidores da bomba de prótons que atualmente são os mais utilizados. A dose habitual é de 01 cp de 150 mg 2 vezes ao dia. A Ranitidina é excretada por via renal3, assim sendo, os níveis plasmáticos da droga são aumentados nos pacientes com insuficiência renal3 severa. A Ranitidina atravessa a barreira placentária e é secretada no leite materno. O produto só deve ser usado durante a gravidez e aleitamento no caso de ser essencialmente necessário.

INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS – (OMEPRAZOL, LOSEC, NEXIUM, PARIET, PANTOZOL, PANTOCAL, ZURCAL)

O Omeprazol faz parte da classe dos inibidores de bomba de prótons (IBP) e age por inibição da H+K+ATPase, enzima localizada especificamente na célula parietal do estômago e responsável por uma das etapas finais no mecanismo de produção de ácido no estômago. Assim, através dessa inibição, há uma diminuição da acidez tanto pela redução da secreção ácida basal como da estimulada pela pentagastrina. A administração diária de omeprazol em dose única via oral causa rapidamente a inibição da secreção ácida gástrica levando a cicatrização das lesões e melhora dos sintomas. Outros IBP conhecidos no mercado são o Pantoprazol, Lanzoprazol, Esomeprazol (Pantozol, Nexium, Pariet entre outros). As reações adversas com omeprazol são bastante raras. Ainda não há estudos conclusivos com omeprazol durante a gravidez e a lactação, razão pela qual não é indicado nesses períodos, a não ser que o médico decida que os benefícios do tratamento sejam superiores aos riscos potenciais para o feto. A dose habitual varia de 20 a 160 mg por dia em dose única ou dividida em 2 doses de acordo com a indicação. Pela manhã é melhor ingeri-lo em jejum.

SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

A Síndrome do intestino irritável (SII) é um conjunto de manifestações gastrointestinais crônicas e recorrentes não associadas a qualquer alteração bioquímica ou estrutural do trato gastrointestinal. Também chamada de cólon espástico e cólon irritável não deve ser confundida com as doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn e colite ulcerativa, que são problemas graves que chegam a tornar necessária a remoção parcial dos intestinos. Sensação de estufamento, distensão, diarréia alternada com prisão de ventre e episódios de dor insuportável são as marcas registradas da SII.

UMA DOENÇA DOS TEMPOS MODERNOS

Um em cada cinco americanos apresenta a síndrome do intestino irritável, o que faz com que ela seja um dos distúrbios mais diagnosticados atualmente. A causa não é bem conhecida e não se sabe ao certo o que leva o paciente a desenvolver os sintomas. Acredita-se que os pacientes com SII apresentem uma alteração de funcionamento da motilidade intestinal associado a um menor limiar de dor para distensão intestinal. Assim, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação dolorosa mais intensa nos paciente com SII enquanto que indivíduos sem a SII provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.

Ela ocorre mais freqüentemente em mulheres do que em homens, e começa por volta dos 20 anos de idade. Você pode sofrer de sintomas leves da SII por anos até que um ataque agudo faça você ir ao médico em busca de uma solução. Os sintomas são semelhantes àqueles de doenças gastrointestinais. Variam não apenas de pessoa para pessoa, mas na mesma pessoa de semana para semana. Isso torna difícil o diagnóstico e um tratamento eficaz é complicado de se definir. Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pacientes com SII.

Os principais sintomas relatados são:

  • distensão abdominal e sensação de estufamento (¨ Paciente precisa abrir o botão da calça¨).
  • alternância de períodos de diarréia e obstipação.
  • excesso de gases.
  • dor abdominal migratória (cada crise tem a dor localizada em um lugar diferente).
  • sensação de evacuação incompleta.
  • piora em períodos de maior estresse.

Embora a síndrome do intestino irritável cause muito desconforto e estresse, ela não prejudica os intestinos permanentemente e não leva a um sangramento ou a qualquer doença grave, como câncer. A maioria das pessoas pode controlar seus sintomas com ajustes na dieta, controle de estresse e medicamentos. Infelizmente, para algumas pessoas, a síndrome do intestino irritável pode ser debilitante. Eles podem não ser capazes de trabalhar, ir a eventos sociais ou mesmo fazer viagens curtas.

O diagnóstico é feito baseado na suspeita clínica e após a exclusão de outras alterações intestinais como câncer e colites. È necessário a realização de uma série de exames como exames de sangue, fezes e colonoscopia que deverão ser normais ou apresentar mínimas alterações para se confirmar o diagnóstico de SII. A realização de uma grande quantidade de exames com resultados normais muitas vezes frustra o paciente que pensa que a investigação não está sendo feita de maneira adequada. O esclarecimento do paciente é fundamental para diminuir sua ansiedade e evitar o abandono do tratamento.

TRATAMENTO

O conhecimento de que se trata de uma doença de evolução benigna e que não progride para nenhuma circunstância mais grave é um passo muito importante que tranqüiliza o paciente e auxilia na melhora dos sintomas. Cada paciente pode apresentar intolerância para algum tipo de alimento que muitas vezes não ocorre com outros pacientes. Por isso é recomendável a realização de um diário alimentar correlacionando os sintomas aos alimentos ingeridos para identificar os alimentos que causam mais sintomas para cada paciente.

De maneira geral devê-se evitar:

  • refeições em grandes quantidades;
  • feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva, ameixa;
  • cerveja e vinho;
  • trigo, centeio, cevada, chocolate;
  • bebidas que contêm cafeína ( café e chá), refrigerantes;
  • estresse, conflitos e problemas emocionais;
  • goma de mascar;
  • gorduras: banha, bacon, maionese, frituras;
  • condimentos e especiarias: canela, pimenta,alho e cebola;
  • leite e alimentos que contem lactose.

É recomendável:

  • dieta rica em fibras;
  • realização de exercícios físicos;
  • perda de peso;
  • pães e cereais integrais;
  • vegetais e frutas;
  • leite de soja;
  • evitar gorduras e dar preferência para carboidratos como massa, arroz, pães e cereais integrais (a menos que tenha a doença celíaca), frutas e vegetais;
  • peixes de água gelada como salmão e sardinha;
  • cuidados com o sono;
  • diminuição do estresse;

Estas orientações servem para guiar o início do tratamento pois cada paciente acaba apresentando um perfil de intolerância alimentar próprio que com o passar do tempo acaba sendo reconhecido e evitado pelo paciente . Existem no mercado uma série de medicações que podem ser utilizadas para o tratamento da SII auxiliando na melhora dos sintomas. Novamente a resposta de cada paciente as medicações é muito variável sendo muito comum a troca da medicação após um certo período.