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Medicamentos

OMEPRAZOL/INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS – (OMEPRAZOL, LOSEC, NEXIUM, PARIET, PANTOZOL, PANTOCAL, ZURCAL)

O omeprazol está indicado nas úlceras pépticas benignas, tanto gástrica como duodenal, gastrite, doença do refluxo, esofagite, Síndrome de Zollinger-Ellison e erradicação do H.pylori. O omeprazol faz parte da classe dos inibidores de bomba de prótons (IBP) e age por inibição da H+K+ATPase, enzima localizada especificamente na célula parietal do estômago e responsável por uma das etapas finais no mecanismo de produção de ácido no estômago. Assim, através dessa inibição, há uma diminuição da acidez tanto pela redução da secreção ácida basal como da estimulada pela pentagastrina. A administração diária de omeprazol em dose única via oral causa rapidamente a inibição da secreção ácida gástrica levando a cicatrização das lesões e melhora dos sintomas. Outros IBP conhecidos no mercado são o Pantoprazol, Lanzoprazol, Esomeprazol (Pantozol, Nexium, Pariet entre outros). As reações adversas com omeprazol são bastante raras. Ainda não há estudos conclusivos com omeprazol durante a gravidez2 e a lactação, razão pela qual não é indicado nesses períodos, a não ser que o médico decida que os benefícios do tratamento sejam superiores aos riscos potenciais para o feto. A dose habitual varia de 20 a 160 mg por dia em dose única ou dividida em 2 doses de acordo com a indicação. Pela manhã é melhor ingeri-lo em jejum..

BUSCOPAN

Buscopan é um agente anti-espasmódico indicado no tratamento de espasmos agudos dos tratos gastrintestinal (cólicas intestinais) , biliar (cólicas biliares) e geniturinário (cólicas renais causadas por migração de cálculos). Também pode ser utilizado como medida auxiliar nos procedimentos diagnósticos nos quais o espasmo pode constituir um problema; por exemplo, em endoscopia gastrointestinal e radiologia. Pode se administrado via oral, intramuscular e intravenosa. A dose oral habitual é de 01 comprimido de 10 mg ou 40 gotas de 3 a 5 vezes por dia. Buscopan não deve ser administrado nos seguintes casos: glaucoma, hipertrofia1 prostática com retenção urinária, estenoses mecânicas do trato gastrintestinal, taquicardia, megacólon e miastenia18 grave. Buscopan não é indicado na diarréia19 aguda ou persistente da criança. Gravidez e lactação: até o momento, a ampla experiência com o produto não demonstrou evidências de efeitos nocivos durante a gravidez humana.

BROMOPRIDA – (DIGESAN, PLAMET, ATENASE, DIGESTINA, PRIDECIL)

A bromoprida é um procinético gastrointestinal que também atua como anti-emético, bloqueando o centro de vômito. Promove o aumento da pressão do esfíncter esofagiano inferior, impedindo ou dificultando o refluxo gástrico. Estimula a peristalse gástrica a partir do centro, promovendo ativamente o esvaziamento do estômago. Fecha o piloro após a fase de esvaziamento gástrico, impedindo o refluxo biliar, facilitando o esvaziamento da vesícula. È utilizado no tratamento de náuseas, vômitos, doença do refluxo, gastroparesia (sensação de empachamento após a alimentação). A dose habitual é de 01 cp de 3 a 5 vezes por dia. Pacientes com queixa de empachamento devem ingeri-lo de preferência 30 minutos antes da refeição. A Metoclopramida (Plasil) tem mecanismo de ação e indicações muito semelhantes a Bromoprida.

RANITIDINA – (ULCERIT, ZADINE)

A Ranitidina é um antagonista específico, de ação rápida e relativamente duradoura. Uma única dose de 150 mg, suprime eficientemente a secreção de ácido do estômago por doze horas. Inibe a secreção basal e estimulada de ácido, reduzindo tanto o volume quanto o conteúdo de ácido e pepsina da secreção gástrica. É indicada para o tratamento e prevenção da úlcera duodenal, tratamento da úlcera gástrica benigna, incluindo aquelas associadas com agentes antiinflamatórios não- esteróides, profilaxia da hemorragia gastrintestinal conseqüente à úlcera de estresse em pacientes gravemente enfermos, profilaxia de hemorragia recorrente em pacientes com úlcera péptica, gastrite e doença do refluxo. Possui as mesmas indicações do uso dos inibidores da bomba de prótons que atualmente são os mais utilizados. A dose habitual é de 01 cp de 150 mg 2 vezes ao dia. A Ranitidina é excretada por via renal, assim sendo, os níveis plasmáticos da droga são aumentados nos pacientes com insuficiência renal severa. A Ranitidina atravessa a barreira placentária e é secretada no leite materno. O produto só deve ser usado durante a gravidez6 e aleitamento no caso de ser essencialmente necessário.

METAMUCIL – (PLANTABEN, FIBER MAIS)

O metamucil é produzido a partir da fibra psyllium que tem uma longa história de uso na medicina e na fitoterapia. A fibra psyllium é derivada da semente de Plantago ovata. Além do nome Plantago ovata, o psyllium também é conhecido como ispaghula e isapgol. Plantago ovata é uma erva natural nativa da Ásia, da região do Mediterrâneo e do Norte da África, que cresce em solos arenosos e lamacentos. O psyllium é uma fibra que aumenta o volume das fezes. Outras fibras que pertencem à classe das formadoras de volume são celulose, metilcelulose, carboximetil celulose sódica, goma caraia, extrato de malte, policarbofil e farelo de trigo. As fibras formadoras de volume são laxantes devido às suas propriedades de retenção de água. A movimentação do intestino é estimulada e o tempo que as fezes ficam no organismo é diminuído. Na verdade, o psyllium é uma fonte de fibras solúveis e insolúveis. A dose habitual é de um sachê ou uma colher de sobremesa de Metamucil em pó em 240 ml de água ou em sua bebida favorita de 2 a 3 vezes ao dia. Você pode encontrar Metamucil em pó sabor laranja, tanto em frasco quanto em sache.

MUVINLAX – LAXANTES OSMÓTICOS

Muvinlax é uma associação de macrogol 3350 com eletrólitos e atua como agente osmótico não-absorvível, retendo moléculas de água através de pontes de hidrogênio, hidratando as fezes com conseqüente aumento da massa fecal, promovendo maior estímulo para a atividade intestinal, sem produzir efeitos irritativos. A dose usual é 1 a 2 saches por dia tomados de preferência pela manhã, por período inferior a 14 dias, ou conforme prescrição médica. Podem se passar 2 a 4 dias desde a primeira administração até que o efeito se manifeste. Em casos de constipação grave pode-se aumentar a dosagem até no máximo, 8 saches por dia, por um período que não exceda 3 dias. O conteúdo do sache deve ser dissolvido completamente em um copo de água. Podem ocorrer cólicas leves, empachamento, flatulência ou diarréia. Reação alérgica a medicamentos contendo macrogol já foi descrita. Caso ocorra diarréia deve-se reduzir a dosagem do medicamento. Outros laxantes osmóticos com mecanismo de ação semelhante são o sal amargo, lactulose, manitol, sorbitol, polietilenoglicol.

LAXANTES IRRITATIVOS – BISACODIL, SENNA, CASCARA SAGRADA, FENOFTALEÍNA, LACTO-PURGA, TAMARINE, DULCOLAX

Os laxantes irritativos ou estimulantes irritam a mucosa intestinal o que leva a estimulação da contratilidade do intestino. Apresentam resposta imediata e muito eficaz sendo por isso muito populares. Como resultado desse mecanismo de ação, produzem algum grau de lesão neurológica no intestino. Como efeito, o intestino, com o uso prolongado, pode ficar dependente do laxante para funcionar normalmente. A conseqüência disso é que o paciente acaba aumentando a dose de laxante e com o aumento da dose, o risco de complicações agudas como a diarréia, a desidratação e as cólicas abdominais fortes aumentam. Pacientes devem utilizar laxantes irritativos apenas em situações de exceção como em pós-operatórios e viagens para evitar que o organismo fique dependente o que dificulta ainda mais sua retirada e melhora do hábito intestinal.